
Cíntia Molter é cineasta, diretora de fotografia e artista sonora brasileira, radicada em São Paulo. Graduou-se em Cinema, com especialização em Direção de Fotografia, pela Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV, Cuba, 2022–2025), e em Direção Cinematográfica pela Academia Internacional de Cinema (AIC, Brasil, 2018–2019).
Sua prática cinematográfica transita entre o documentário e a ficção, com uma pesquisa centrada nas relações entre imagem, som e território a partir de contextos do Sul Global. Atua como diretora de fotografia em filmes apresentados em festivais internacionais, entre eles Limbo (MIDBO, Bogotá, Colômbia) e El Último Día de Verano (CRFIC, Costa Rica; Kinoforum, São Paulo; Biarritz, França; Premios Pávez, Competição Ibero-Americana, Espanha). Atualmente, é diretora de fotografia do longa-metragem Rio Negro, em processo de realização na Amazônia brasileira.
Sua experiência também inclui o trabalho como primeira e segunda assistente de câmera em produções cinematográficas latino-americanas. Sua pesquisa artística se estende à fotografia analógica e à arte sonora. Integra o coletivo Deriva Cartográfica, coletivo nacional de fotografia analógica, com o qual publicou o fotolivro Voltei Porque Te Amo (2023), e é cocriadora de Frecuencia 3, processo transfronteiriço de criação sonora apresentado na Bienal de Havana (2025).
Seu trabalho busca encontrar formas de reencantar o mundo por meio das relações entre imagem, som, corpo, espírito e território.